Quem

Eu não vivo de fotografia, mas, de uma forma ou outra, ela anda metida comigo faz anos. Comecei com um laboratório de p&b montado na garagem da casa em que morava, lá no Miramar, em João Pessoa, cidade onde nasci. Dez de fevereiro de 1957. Depois fui ser reporter fotográfico nos jornais O Norte e Correio da Paraíba e na Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura. Bons tempos aquele quando convivi, e dividi o Studio 8, com o grande fotógrafo paraibano Gustavo Moura.
Em 1982 me mudei para o Rio de Janeiro, trazendo no matulão uma Nikon FM e a vontade de continuar fotografando. Trabalhei como freelancer por uns tempos e entre books, folders e postais, fiz as fotos do encarte que Romero Cavalcanti produziu para o Baque Solto, o primeiro vinil de Lenine – não havia CD naquela época. Mudei de rumo e de ramo, fui aprender a programar computador.
Só voltei a fotografar regularmente a partir de 1999, quando passei a morar a bordo do veleiro MaraCatu, um Samoa de 29 pés (8,80 m) construído de forma amadora por mim e por minha companheira Mara. As imagens desse navegante impreciso são o registro de minhas viagens e travessias a bordo do MaraCatu e de barcos de amigos. São imagens despretensiosas, algumas descomprometidas, mas todas compromissadas com o mar e seu ecossistema.
A foto acima foi tirada em um galpão em Maceió, durante a construção do Galileo, o primeiro Open 60 brasileiro, em 11 de dezembro de 2004 @ 15h57.
